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Alexandre O'Neill- Vida e Obra



Biografia:

  • Alexandre Manuel Vahia de Castro O'Neill de Bulhões: 
  • Nasceu a 19 de Dezembro de 1924, Lisboa, Nº30 da Avenida Fontes Pereira de Melo;
  • Era filho do bancário António Pereira de Eça O'Neill de Bulhões e da Maria da Gloria Vahia de Castro O'Neill de Bulhões;
  • Era neto da escritora Maria O'Neill;
  • Tinha descendência irlandesa;
  • Aos 17 anos recebeu prémios literários no colégio Valsassina;
  • Foi um dos fundadores do movimento surrealista de Lisboa;
  • Foi nessa corrente que publicou a sua primeira obra "Ampola Miraculosa";
  • O poema que o tornou célebre foi '' Um Adeus Português'';
  • É também o autor da frase publicitária tornada provérbio ''Há mar e mar, há ir e voltar''
  • Teve vários encontros com a PIDE por ser contra o regime de opressão imposta pelo Estado Novo;
  • Durante o Estado Novo foi interrogado e preso pela PIDE durante 21 dias, e a partir daí passou a ser vigiado pela polícia do Estado;
  • Casou-se com Noémia Delgado em 1957;
  • Teve um filho Alexandre Delgado O'Neill;
  • Divorcia-se em 1971;
  • Casa-se pela segunda vez em 1971 com Teresa Patrício Gouveia e teve outro filho Afonso O'Neill;
  • Este casamento acaba em 1981;
  • Teve vários problemas médicos como um ataque cardíaco em 1976 e dois AVCs em 1984 e 1986;
  • Morreu em 21 de Agosto de 1986.

Obras e Temas:

  • A sua poesia vive no jogo de palavras, que evidencia o lado surreal do que é real, e descreve também cenários surrealistas. 
  • A sua obra é satírica, com vista à destruição da imagem heróica do proletariado que o neo-realismo estabeleceu.
  • Aborda temas como a solidão, o amor, o sonho e a morte, das quais o homem só se poderá libertar com recurso ao humor.
  • Alguns dos seus poemas que comprovam o uso destas temáticas são '' O Poema Pouco Original do Medo'', ''Um Adeus Português'', '' O Amor é o Amor'' e  ''A Morte, esse Lugar- Comum'';
Poesia:
  • 1948-  A Ampola Miraculosa;
  • 1951- Tempo de Fantasmas;
  • 1958- No Reino da Dinamarca;
  • 1960- Abandono Vigiado;
  • 1962- Poemas com Endereço;
  • 1965- Feira Cabisbaixa;
  • 1969- De Ombro na Ombreira;
  • 1972- Entre a Cortina e a Vidraça;
  • 1979- A Saca de Orelhas;
  • 1981- As Horas Já de Números Vestidas;
  • 1983- Dezanove Poemas.

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